segunda-feira, 29 de junho de 2026

STREET ART

Você já caminhou por uma rua e se deparou com um mural colorido, um grafite cheio de significado ou uma pintura que fez você parar para observar? Isso é a Street Art, ou arte de rua: uma forma de expressão artística feita em espaços públicos, que transforma muros, fachadas, viadutos e outros locais da cidade em verdadeiras galerias a céu aberto.

Viaduto na avenida 23 de maio em São Paulo


Diferente da arte tradicional, que normalmente é encontrada em museus e galerias, a Street Art está ao alcance de todos. Ela aproxima a arte das pessoas, levando cultura, reflexão e beleza para o cotidiano.




 Street Art surgiu na década de 1960 e ganhou força em 1970 nas grandes cidades dos Estados Unidos, no Brasil ela começou como forma de protesto e resistência contra a ditadura militar, usando os muros para dar voz ao povo reprimido.



Com o passar dos anos, o que começou como protesto se transformou em arte em uma galeria a céu aberto, não seguindo padrões e formalidades, mas, sempre buscando uma comunicação com os expectadores, com pinturas e mensagens reflexivas e protestos em forma de arte.



Essa obra de arte te diz alguma coisa? 
Esse é um dos princípios da arte de rua, deixar uma mensagem sem escrever uma palavra, certamente você compreendeu que é uma critica a uma nação que investe milhões em futebol enquanto a fome assola muitas famílias.


Considerações Finais.


A Street Art mostra que a arte não precisa estar presa às paredes de um museu, ela nasce nas ruas, conversa diretamente com as pessoas e transforma espaços comuns em locais de criatividade, cultura e reflexão.


Mais do que pinturas em muros, a arte de rua representa a voz da comunidade, valoriza a identidade das cidades e demonstra que qualquer lugar pode se tornar um espaço para a expressão artística e para o diálogo com a sociedade.

Saudações, Djeana Borges.







Território x Territorialidade

Sei que você já sabe o que é Território, e já ouviu falar sobre o assunto, mas, você sabe o que é territorialidade e qual a diferença entre os dois? À primeira vista, essas palavras parecem a mesma coisa, né? Mas, na prática, têm significados diferentes e entender isso pode mudar a forma como a gente enxerga os lugares onde vivemos.


O que é território?


Quando falo em território, estou me referindo ao espaço físico mesmo. É a área concreta, o lugar que pode ser visto no mapa. Pode ser um país, uma cidade, um bairro e até aquela praça do seu bairro.
Ou seja, território é o “onde”, o espaço em si.
Mas não é só um pedaço de chão vazio. Sempre existe algum tipo de organização ali: pode ter regras, limites, alguém que controla, pessoas ocupando… Então, o território também envolve poder, controle e organização sobre esse espaço.

O que é territorialidade?

Já a territorialidade tem mais a ver com o “como” as pessoas se relacionam com o lugar.
É o sentimento de pertencimento, de cuidado, de identidade. Sabe quando você diz “esse lugar é nosso”? Isso é territorialidade.

Ela aparece nas pequenas coisas do dia a dia:
quando alguém defende seu bairro com orgulho,
quando uma comunidade cria suas próprias tradições,
ou até quando você escolhe sempre sentar no mesmo banco da sala de aula.

A territorialidade é mais emocional, cultural e até simbólica.
Resumindo de forma bem direta
Território: é o espaço físico, o lugar em si.
Territorialidade: é a forma como as pessoas vivem, sentem e se relacionam com esse lugar.
Falar de territorialidade, nos remete a um contexto que é conhecido como SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL.

SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL

O que é segregação socioespacial?

É a separação das pessoas dentro de uma cidade ou região de acordo com sua condição social e econômica.
Você já chegou em algum lugar e se sentiu como "um peixe fora d'água"? Como se não pertencesse aquele lugar? Na maioria das vezes esse desconforto está relacionado com o sentimento de inferioridade diante de um grupo de classe economicamente maior, isso acontece, porque a observação e discriminação das roupas, cor da pele e a forma de falar os diferenciam dos demais, isso é territorialidade com segregação socioespacial dentro do território. 

Essa segregação gera fronteiras invisíveis, que permite a visão, mas restringe o acesso físico, marcando limites de quem pode ou não ocupar certos territórios.

Considerações finais.


Eu gosto de pensar assim: o território é o cenário, e a territorialidade é a história que as pessoas constroem dentro dele.
Sem pessoas, o território seria só um espaço vazio. E sem território, a territorialidade não teria onde acontecer. Um completa o outro.
Portanto, vença os seus medos e os preconceitos, continue avançando e ocupando territórios, a territorialidade não depende dos outros, é você que define. 😘

Saudações, Djeana Borges.


segunda-feira, 8 de junho de 2026

A INVENÇÃO DO NORDESTE.


Quando a gente fala “Nordeste”, parece que estamos falando de algo que sempre existiu: um território com cultura própria, sotaques marcantes, comidas típicas, um jeito de ser. Mas, segundo o historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior, essa imagem tão conhecida não nasceu sozinha. Ela foi inventada, construída ao longo do tempo por interesses políticos, econômicos e culturais. Só começou a existir no início do século XX, especialmente a partir da década de 1920. Mas você sabe porque o historiador Durval chamou de invenção? Pois bem, continua aqui e você saberá uma pouco sobre esse assunto. 

Livro: A invenção do Nordeste e outras artes.

Sinceramente, para mim foi uma grande descoberta, como nordestina, já sofri muitos preconceitos, mais nunca soube de fato como tudo isso começou. Éee meu povo! o assunto é babado mesmo, e vou te contar como fofoca.😆😎

Você não sabe da maior. O tal “Nordeste” que a gente conhece hoje? Pois é… não nasceu pronto, não. Segundo o professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior, isso tudo foi montado, tipo aquelas histórias que o povo inventa e depois todo mundo repete como se fosse verdade absoluta.

E claro: teve gente por trás disso. Sempre tem.

O Brasil estava naquela vibe de “vamos organizar esse país que tá uma bagunça”. Aí começaram a dividir regiões, criar identidades, dar nome pras coisas.

E foi aí que alguém disse:

“Hum… e se a gente juntar esses estados aqui e chamar de Nordeste?”

Pronto. Nasceu o rótulo. 🙈😩

Mas segura que piora.

Criaram uma imagem do Nordeste como se fosse uma coisa só: seca, sofrimento, povo sofrido, sertão, cangaço… aquele pacote completo que você já conhece.

E sabe por quê? Porque era útil.

Útil pra quem? Para as elites açucareira, com um grande interesse em manter a escravidão, o controle e o medo da evolução industrial chegar e mudar o sistema cômodo e lucrativo que eles tinha através dos abusos, da violência, gerando alienação nos negros e pobres e mostrando ao mundo que o Nordeste é "cultura raiz".


Casa-Grande &Senzala


Foi ninguém menos que Gilberto Freyre. Sim, ele mesmo, o autor de Casa-Grande & Senzala. O homem tinha uma queda por romantizar o passado, o patriarcado, a fazenda, o açúcar, o “Nordeste raiz”.

Ele ajudou a montar aquela imagem de um Nordeste tradicional, quase de novela de época.

Tipo assim: “Olha como esse povo é autêntico, simples, puro…”

E o Brasil comprou a ideia.

Não quero aqui tirar o mérito da contribuição histórica que Gilberto freire trouxe para Brasil, mas baseado nos estudos do professor e historiador Durval, surgiram a partir daí estereótipos que perseguem os nordestinos até os dias atuais, como por exemplo: "Povo atrasado", "Sofrido", "Ignorante ou sem estudo", "Retirante faminto", quer mais? "Preguiçoso", "Cangaceiro". Já chega não é?! 

Esse Nordeste, cheio de estereótipos, precisa ser dissolvido, e essa desconstrução começa por nós!



domingo, 26 de abril de 2026

O USO DE AGROTÓXICOS E A RELAÇÃO COM A SAÚDE ÚNICA.

 


A Saúde Única abrange a saúde humana, animal e ambiental. Relacionar os prejuízos causados pelo uso excessivo de agrotóxicos evidencia como essas substâncias afetam diretamente essas três dimensões. 


 Impactos na saúde humana: Com o intuito de aumentar a produtividade na agricultura de exportação e manter o controle de pragas, o uso de agrotóxicos cresce de forma alarmante a cada ano. Embora contribua para o crescimento econômico do agronegócio, esses produtos contaminam alimentos e se associam ao aumento de doenças na população, como câncer, distúrbios hormonais e doenças neurológicas, renais, hepáticas e respiratórias. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registradas cerca de 20 mil mortes por ano devido ao uso de agrotóxicos, e parte dos produtos utilizados no Brasil apresenta potencial cancerígeno. (INCA). 



Impactos na saúde animal: Em relação à saúde animal, os prejuízos persistem: os agrotóxicos afetam animais domésticos e a fauna silvestre, podendo causar intoxicação aguda (inclusive letal), alterações reprodutivas e perda de espécies.

Impactos ambientais:  Os impactos ambientais agravam o problema, com contaminação do solo, da água e de lençóis freáticos. Com o objetivo de manter a grande produção, o uso desses produtos tóxicos pode gerar desequilíbrios nas dimensões humana, animal e ambiental, alimentando um ciclo de problemas (ciclo vicioso). As políticas públicas voltadas à redução do uso de agrotóxicos incluem incentivos à produção orgânica, medidas de controle e fiscalização. Contudo, tais iniciativas podem se mostrar insuficientes diante de mecanismos que favorecem a manutenção da alta produtividade agrícola. Diante do exposto, os dados apresentados sustentam a necessidade de enfrentar a dependência de agrotóxicos. Ainda assim, a redução significativa desse uso permanece um desafio, considerando os interesses econômicos associados ao agronegócio e à exportação.

 



O que sustenta o uso de agrotóxicos?
  No livro Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa da vida, Flávia Londres afirma que, ao longo dos anos, o Brasil criou mais isenções fiscais para potencializar o uso de produtos químicos do que incentivos para a sua redução. Em 2026, mantêm-se regras de isenção para preservar a competitividade do agronegócio e evitar o aumento dos preços dos alimentos. Esses benefícios tendem a elevar o consumo e podem violar o direito ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. 

 Por que é difícil enfrentar? 
 Por esses motivos, não é tarefa fácil enfrentar esse cenário que degrada a Saúde Única, diante de incentivos que facilitam a circulação de produtos tóxicos. Os incentivos fiscais ao uso de agrotóxicos no Brasil incluem, entre outros, a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a redução da base de cálculo do ICMS em operações específicas, conforme normas federais e estaduais. 

Políticas públicas: Buscam reduzir os impactos e promover transição para modelos mais sustentáveis.
  • PRONARA (Decreto nº 12.538/2025): estrutura o foco na transição agroecológica, no monitoramento de resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos, além de estimular a produção e o uso de bioinsumos. 

  •   Comitê Gestor Interministerial (instituído em setembro de 2025): define ações prioritárias para 2026–2027, envolvendo ministérios como Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento Agrário e Agricultura. 

  •   Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026: destinou R$ 89 bilhões, com linhas de crédito específicas para apoiar a agroecologia, quintais produtivos e a substituição de agrotóxicos por alternativas biológicas. 

  • Ações prioritárias (2026): em março de 2026, foram definidas ações intersetoriais, incluindo a retirada gradual de agrotóxicos ultraperigosos do mercado e a regulação baseada na Lei de Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024). 



 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Todos os elementos do planeta estão interligados, o que torna a sociedade responsável por fiscalizar, cobrar e preservar o meio ambiente e tudo o que nele está inserido. Muitas vezes, essas questões são ignoradas por se considerar que não competem ao indivíduo. Entretanto, mesmo reconhecendo o papel das instituições nacionais, é necessário manter-se informado e buscar meios legais para exigir processos eficazes de redução dos danos à saúde humana, animal e ambiental. Enquanto persistirem a omissão social e o consumo de produtos contaminados por agrotóxicos e transgênicos, a tendência é de aumento da produção. Embora a mudança de consumo pareça pequena diante das demandas de exportação, o incentivo e a aquisição de produtos orgânicos promovem saúde, sustentabilidade e qualidade de vida, alinhando-se aos princípios da Saúde Única.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Educação em constante evolução

Houve uma época em que o estudo era para poucos: as classes majoritárias e os filhos das elites. Pensar que isso era restrito aos homens torna o assunto mais crítico. Durante muitos anos, o acesso à educação básica foi negado às mulheres. Somente a partir da Lei Geral de 1827 foi permitido às mulheres o acesso às escolas.

ESCOLA PARA MENINAS


Vale ressaltar que o ensino era voltado para prepará-las para o papel de donas de casa, sendo oferecido em escolas separadas, com conteúdos curriculares limitados. Somente em 1879 foi permitido às mulheres o acesso às universidades brasileiras. No entanto, apenas em 1988 tornou-se constitucional o direito à educação para todos, independentemente de gênero, representando um grande avanço.

Por meio de políticas públicas, o acesso à educação tornou-se mais amplo para todas as classes sociais. No entanto, ainda existem muitas pessoas analfabetas, mesmo em um tempo em que a educação está a um “clique de distância”, onde o acesso a ferramentas tecnológicas facilita o aprendizado. Segundo o IBGE, em 2024, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais é de 5%, e entre homens, de 5,6%.

Censo 2022


Portanto, o acesso à educação evoluiu muito ao longo do tempo, tornando-se um direito de todos. No entanto, ainda existem desafios, como o analfabetismo, que precisam ser superados. Por isso, é importante continuar investindo em educação para garantir igualdade de oportunidades para todos.


STREET ART

Você já caminhou por uma rua e se deparou com um mural colorido, um grafite cheio de significado ou uma pintura que fez você parar para obse...