Você já caminhou por uma rua e se deparou com um mural colorido, um grafite cheio de significado ou uma pintura que fez você parar para observar? Isso é a Street Art, ou arte de rua: uma forma de expressão artística feita em espaços públicos, que transforma muros, fachadas, viadutos e outros locais da cidade em verdadeiras galerias a céu aberto.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
STREET ART
Território x Territorialidade
O que é território?
O que é territorialidade?
O que é segregação socioespacial?
Considerações finais.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
A INVENÇÃO DO NORDESTE.
Quando a gente fala “Nordeste”, parece que estamos falando de algo que sempre existiu: um território com cultura própria, sotaques marcantes, comidas típicas, um jeito de ser. Mas, segundo o historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior, essa imagem tão conhecida não nasceu sozinha. Ela foi inventada, construída ao longo do tempo por interesses políticos, econômicos e culturais. Só começou a existir no início do século XX, especialmente a partir da década de 1920. Mas você sabe porque o historiador Durval chamou de invenção? Pois bem, continua aqui e você saberá uma pouco sobre esse assunto.
Sinceramente, para mim foi uma grande descoberta, como nordestina, já sofri muitos preconceitos, mais nunca soube de fato como tudo isso começou. Éee meu povo! o assunto é babado mesmo, e vou te contar como fofoca.😆😎
Você não sabe da maior. O tal “Nordeste” que a gente conhece hoje? Pois é… não nasceu pronto, não. Segundo o professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior, isso tudo foi montado, tipo aquelas histórias que o povo inventa e depois todo mundo repete como se fosse verdade absoluta.
E claro: teve gente por trás disso. Sempre tem.
O Brasil estava naquela vibe de “vamos organizar esse país que tá uma bagunça”. Aí começaram a dividir regiões, criar identidades, dar nome pras coisas.
E foi aí que alguém disse:
“Hum… e se a gente juntar esses estados aqui e chamar de Nordeste?”
Pronto. Nasceu o rótulo. 🙈😩
Mas segura que piora.
Criaram uma imagem do Nordeste como se fosse uma coisa só: seca, sofrimento, povo sofrido, sertão, cangaço… aquele pacote completo que você já conhece.
E sabe por quê? Porque era útil.
Útil pra quem? Para as elites açucareira, com um grande interesse em manter a escravidão, o controle e o medo da evolução industrial chegar e mudar o sistema cômodo e lucrativo que eles tinha através dos abusos, da violência, gerando alienação nos negros e pobres e mostrando ao mundo que o Nordeste é "cultura raiz".
Foi ninguém menos que Gilberto Freyre. Sim, ele mesmo, o autor de Casa-Grande & Senzala. O homem tinha uma queda por romantizar o passado, o patriarcado, a fazenda, o açúcar, o “Nordeste raiz”.
Ele ajudou a montar aquela imagem de um Nordeste tradicional, quase de novela de época.
Tipo assim: “Olha como esse povo é autêntico, simples, puro…”
E o Brasil comprou a ideia.
Não quero aqui tirar o mérito da contribuição histórica que Gilberto freire trouxe para Brasil, mas baseado nos estudos do professor e historiador Durval, surgiram a partir daí estereótipos que perseguem os nordestinos até os dias atuais, como por exemplo: "Povo atrasado", "Sofrido", "Ignorante ou sem estudo", "Retirante faminto", quer mais? "Preguiçoso", "Cangaceiro". Já chega não é?!
Esse Nordeste, cheio de estereótipos, precisa ser dissolvido, e essa desconstrução começa por nós!STREET ART
Você já caminhou por uma rua e se deparou com um mural colorido, um grafite cheio de significado ou uma pintura que fez você parar para obse...
-
A Saúde Única abrange a saúde humana, animal e ambiental. Relacionar os prejuízos causados pelo uso excessivo de agrotóxicos evidencia co...
-
Houve uma época em que o estudo era para poucos: as classes majoritárias e os filhos das elites. Pensar que isso era restrito aos homens t...
-
Quando a gente fala “Nordeste”, parece que estamos falando de algo que sempre existiu: um território com cultura própria, sotaques marcantes...



